Um pesquisador do Instituto de Química da Unesp de Araraquara (SP) desenvolveu um biossensor que pode fazer diversas medições por meio de uma gota de sangue e pode funcionar como um laboratório portátil de exames.

O aparelho é acoplado ao celular, onde aparecem os resultados das medições feitas no sangue. “A gente se baseou no conceito do glicosímetro, que mede a glicose e hoje é disponível na casa das pessoas. A ideia é universalizar para fazer a medida de qualquer biomarcador”, explicou Paulo Roberto Bueno.

O objetivo é disponibilizar o aparelho em todos os consultórios médicos e diminuir o tempo de espera dos diagnósticos, simplificando e barateando os exames.

Parceria e investimento

Pesquisador da Unesp desenvolve um biossensor capaz de realizar exames com uma gota de sangue — Foto: Marlon Tavoni/EPTV

Pesquisador da Unesp desenvolve um biossensor capaz de realizar exames com uma gota de sangue — Foto: Marlon Tavoni/EPTV

A pesquisa foi feita em parceria com a universidade de Oxford, na Inglaterra, onde o pesquisador passou um período, em 2011, aprendendo a fazer biossensores com um químico inglês, parceiro no projeto.

Juntos, decidiram usar a análise molecular dos biossensores para construir um dispositivo de diagnóstico barato e portátil que funcionasse como um laboratório clínico em miniatura.

Investimento

Para desenvolver o aparelho, o pesquisador montou a startup Osler Diagnostics, que já recebeu um aporte de 38 milhões de libras, cerca de R$ 200 milhões.

Com a tecnologia será possível detectar doenças em estágios iniciais, antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

“Quanto maior a sensibilidade de um dispositivo em uma abordagem clínica, mais fácil você consegue diagnosticar essa doença precocemente, e o médico pode oferecer um tratamento mais eficaz ao paciente”, afirmou o pós-doutorando da Unesp Adriano Santos, que recebeu o prêmio Capes de 2018, pelo estudo do uso do biossensor no diagnóstico de doenças como câncer de próstata e trombose.

A meta da startup é comercializar o aparelho em três anos e melhora-lo para que possa ser usado em casa pelo paciente, que depois enviará os resultados para o celular do médico.

“A gente mostrou que era possível fazer esse dispositivo e agora o que está se buscando fazer é torna-lo um produto regulamentado no mercado”, afirmou Bueno.

Fonte: G1

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