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Busca de anterioridade de marca: por que é tão importante?

O número de empreendedores no Brasil cresce a cada dia mais. Segundo dados do Portal do Empreendedor, do governo federal, a quantidade de microempreendedores individuais cresceu mais de um milhão, ultrapassando a marca de 9 milhões de brasileiros nessa modalidade. Com isso, todas estas empresas estão constantemente criando produtos e serviços, que são representados por uma marca. Por isso, a busca de anterioridade de marca é tão importante no início de um novo negócio. Confira no decorrer desse artigo. O que é busca de anterioridade de marca Recomendamos que os cuidados com a marca se iniciem antes do pedido de registro. Ou seja, durante o processo de criação para que possa ter um planejamento preciso de suas ações e estratégias. Porém, nada impede que uma empresa, produto ou serviço que já existe busque seu registro após já existir e estar consolidado no mercado. No entanto, além de correr o risco de alguém registrar sua marca antes de você o processo torna-se mais extenso. Este procedimento de antecipação chama-se de busca de anterioridade de marca e visa identificar se a marca poderá ser registrada ou se ela já é utilizada, evitandos riscos para sua empresa. No Brasil, quem registra primeiro torna-se o dono da marca e garante exclusividade sobre ela. Por isso, é tão importante garantir o registro antes da divulgação da marca. Como saber se a marca pode ser registrada Antes de dar início a todo o processo, é necessário fazer uma busca da marca. Essa busca pode ser feita nos sites de busca on-line, bem como no banco de dados de marcas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Caso a marca esteja disponível, é só dar início ao procedimento. Passo a passo do registro da marca O procedimento é feito totalmente de forma on-line, o que agiliza e traz mais segurança. 1 - Busca da marca O primeiro passo antes de realizar qualquer investimento em uma marca, é verificar sua disponibilidade. Para isso, é necessário acessar o banco de dados do INPI e fazer a busca da marca. Caso não exista nenhuma marca igual ou parecida, já registrada, é só dar seguimento ao passo a passo. 2 - Pedido de registro O INPI exige uma série de documentação ao solicitante para fazer o depósito do pedido de registro, incluindo documentação pessoal, no caso de pessoa física, e da empresa, no caso de pessoa jurídica. Além disso, é necessário comprovar as atividades exercidas com a marca. É necessário ficar atento, pois o órgão poderá fazer novas exigências. Estando tudo certo com a documentação, seu pedido está apto a ser publicado na Revista de Propriedade Intelectual. Após a publicação, outros interessados têm um prazo de 60 dias para entrar com uma oposição à marca. 3 - Classificação da marca Todos os cuidados devem ser tomados na classificação das atividades exercidas com a marca. É preciso ficar atento para não errar, pois se o pedido de registro for cancelado, a taxa não é reembolsável. 4 - Deferimento Após feitos os [...]

Marcas notoriamente conhecidas: você sabe o que são? Vamos explicar

No mundo, existem milhões de marcas, de todos os tipos e estilos, em diversos segmentos diferentes. Dentre todas essas marcas mundiais, algumas se destacam: são as marcas notoriamente conhecidas. Diferentemente das marcas de alto renome, essas marcas têm uma característica diferente. Vamos entender melhor no decorrer do artigo. Marcas notoriamente conhecidas: o que são? Esse tipo de marca representa uma exceção ao princípio de territorialidade. Isso porque, de modo geral, as marcas são válidas dentro do território em que são registradas. Por exemplo, se uma marca recebe seu registro no Brasil, a proteção e exclusividade dela é no país. Porém, a marca notoriamente conhecida recebe proteção especial, dentro do seu ramo de atuação, mas em todos os países que fazem parte da Convenção da União de Paris (CUP). Ou seja, ela ganha exclusividade em todos esses territórios. Nesse caso, se o empresário tiver conhecimento dessa marca, mesmo que ela não esteja registrada no Brasil, ele não poderá utilizar nada igual ou parecido. Como não existe registro específica de marcas notoriamente conhecidas, é necessário que se use do princípio de boa-fé para não a copiar. Diferença para a marca de alto renome As marcas de alto renome recebem proteção e exclusividade em todos os ramos de atuação. Ou seja, independentemente se a marca é de roupas ou calçados, ela fica protegida de qualquer outra marca, igual ou parecida, em outro segmento. Atualmente, existem no cerca de 106 marcas de alto renome reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Alguns exemplos delas são: Coca-Cola Facebook Havaianas Rolex Flamengo (único time de futebol com essa proteção) Anador Natura O Boticário Omo Brastemp Apple Ferrari Ford Fusca Avon Faber-Castell McDonald’s Nivea E muitas outras! Com certeza você conhece todas essas marcas citadas. Isso significa que, por mais que a Avon seja uma marca de produtos de beleza, ela não poderá ser utilizada por um terceiro para um outro segmento, por exemplo. Importância do registro de marca Agora que você já entendeu a diferença entre marcas de alto de renome e marcas notoriamente conhecidas, é importante ficar atento ao registro de marca. Toda marca deve receber proteção, mesmo que não sendo um procedimento obrigatório. Esse procedimento trará diversos benefícios à marca, como: Garantia de exclusividade do uso da marca no segmento de atuação; Proteção comercial e jurídica contra concorrência desleal e plágio; Segurança quanto a todo o investimento realizado para a criação e promoção da marca. A Direção Marcas e Patentes protege seu patrimônio industrial e intelectual de forma prática e segura. São mais de 14 mil processos de marca de pessoas físicas e jurídicas e mais de 7 mil empresas assessoradas de diversos segmentos. Clique nos ícones nas laterais da página e fale com um de nossos especialistas.

Companhias famosas que mudaram de nome durante o tempo

Companhias famosas que mudaram de nome durante o tempo Muitas empresas, no decorrer do tempo, por necessidade ou apenas por vontade de mudar, acabam mudando de nome. Existem diversas companhias famosas que mudaram de nome. Será que você conhecia seus nomes antigos? De qualquer forma, com os seus nomes atuais elas fazem sucesso até hoje. Vamos conhecer algumas delas! Google A famosa Google nem sempre recebeu esse nome. A ferramenta de buscas mais utilizada do planeta, chamava-se BackRub. Porém, os seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin, mudaram o nome para Google, em 1997, marca que ficou até hoje. Yahoo Outro buscador famoso, o Yahoo recebia um nome diferente antes. Quando foi fundado, em 1994, seus fundadores o nomearam como Jerry’s Guide to the World Wide Web, traduzindo livremente significa Guia do Jerry para a World Wide Web. Porém, após isso, mudaram o nome para Yahoo, que nada mais é do que as iniciais de Yet Another Hierarchical Officious Oracle, ou seja, Mais um Oráculo Não-Oficial Categorizado. Nintendo Umas das marcas mais populares de games do planeta, a Nintendo recebeu outro nome quando foi fundada, em 1889. A empresa, inicialmente, chamava-se Marufuku Company, e fabricava um baralho japonês conhecido como Hanafuda. O nome atual foi trocado apenas em 1951, quando iniciou a produção dos jogos de computador. Sony Originalmente chamada como Tokyo Tsushin Kogyo, a atual Sony, ganhou fama por ter criado o primeiro gravador de fita cassete no Japão. A empresa foi criada em 1946, quando fazia apenas consertos em rádios. O nome mudou em 1958, e representa o seguinte termo: “sonus”, que significa “som” em latim, e “sonny”, termo norte-americano que era usado para chamar “garoto” nos anos 50. Nomes registrados Além do sucesso, algo que todas essas marcas têm em comum são o registro junto ao órgão responsável. No Brasil, o órgão que expede o certificado de registro de marca é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Sendo assim, uma marca só poderá se tornar famosa e ter proteção jurídica legal se possuir esse registro. Por isso, as marcas citadas tornaram-se famosas mundialmente e têm a exclusividade reconhecida, além de serem extremamente valiosas. Com informações de www.megacurioso.com.br

Creative Commons: saiba tudo sobre esta licença autoral

Você já ouviu falar em Creative Commons? A internet está cheia de conteúdo, são livros, músicas, imagens, vídeos e diversos outros materiais que se possa imaginar. Mas, para utilizá-los, é necessária alguma autorização? Por mais que o conteúdo em questão esteja disponibilizado on-line, não significa que poderá ser usado. Este foi um dos motivos da criação da Creative Commons. No decorrer deste artigo, vamos entender melhor como funciona este tipo de licença autoral. O que é Creative Commons? De forma resumida, é uma licença autoral que permite que redatores, designers, cinegrafistas e outras pessoas utilizem o conteúdo sem fazer o pagamento de royalties. Esses conteúdos contam com especificação de seus autores de como podem ser utilizados, porém, ainda contam com seus direitos autorais. Ou seja, a única diferença é que os autores das obras ampliaram a sua disponibilidade para utilização. A Creative Commons Office é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo viabilizar o compartilhamento de materiais e de inovação. O escritório é apoiado por voluntários e conta com centenas de afiliados em todo o mundo. Ao oferecer esse conteúdo gratuitamente, e sem ferir os direitos autorais, a organização ajuda os criadores de conteúdo compartilharem seu conhecimento e contribuírem com diversas atividades profissionais. Onde encontrar os conteúdos? No próprio site oficial da organização é possível encontrar os conteúdos que deseja utilizar. Outra ferramenta com muitas imagens que possuem Creative Commons é o Flickr. Vantagens da Creative Commons Dentre as vantagens de utilizar esses conteúdos licenciados, é o fato de não correr o risco de infringir os direitos autorais. Além disso, os conteúdos que possuem a licença também são melhores identificados em mecanismos de buscas, como o Google. Tipos de licenças Atenção! Nem todas as licenças Creative Commons são iguais! Eles disponibilizam vários tipos que podem ser utilizados. Atribuição (CC BY) Desde que a fonte original seja citada, com este tipo de licença é possível distribuir, alterar ou até reinventar uma determinada obra comercialmente. Atribuição não comercial (CC BY-NC) Esta licença é direcionada para uso não comercial e permite que se distribua, altere e modifique um trabalho, desde que a fonte seja mencionada. Atribuição compartilha igual (CC BY-SA) Nesta licença, que permite que que terceiros distribuam, alterem e construam sobre um trabalho criado, a fonte original deve ser citada, além disso, todos os trabalhos derivados também devem ser licenciados. Atribuição não comercial compartilha igual (CC BY-NC-SA) Aqui, é possível distribuir, alterar e construir sobre uma determinada obra, mas apenas não comercialmente e creditando a fonte original. Apesar disso, os trabalhos derivados não precisam ser licenciados de maneira idêntica aos originais. Atribuição sem derivações (CC BY-ND) Permite distribuição comercial e não comercial da obra, contato que ela seja inalterada e creditada ao seu autor. Atribuição não comercial sem derivações (CC BY-NC-ND) Permite apenas o download ou uso de obras de forma compartilhada. O usuário deve sempre creditar o original e não pode alterar ou distribuir comercialmente. Gostou do artigo? Saiba como proteger os seus direitos autorais: preencha nosso formulário [...]

Posso usar músicas nos meus vídeos para o Youtube?

Créditos da imagem: Szabo Viktor, via Unsplash. Uso autorizado. Quem cria conteúdo para o Youtube sempre tem dúvidas sobre o que pode ser usado em seus vídeos. Usar músicas de fundo ou trechos de clipes sempre deixa o vídeo mais interessante, mas também pode constituir violação de direitos autorais. Dessa forma, o canal corre o risco de ter seu vídeo removido. Por isso, é importante entender como usar músicas nos vídeos do Youtube de forma segura. Neste artigo, você vai conferir: o que a legislação de Direitos Autorais fala sobre o uso de músicas e obras de terceiros; qual a duração permitida para uso de uma música; os riscos e consequências em caso de violação de direitos autorais; como usar músicas com segurança nos seus vídeos; como encontrar músicas não protegidas por direitos autorais; o que fazer para proteger as suas próprias músicas. O que a Lei de Direitos autorais fala Segundo a Lei de Direitos Autorais, os titulares de direitos autorais (ou seja: os compositores, escritores, pintores e demais criadores) têm o direito de decidir se suas obras podem ou não ser usadas por outros, e também têm o direito de receber pelo uso e pelos lucros da obra. A Lei de Direitos Autorais também tem algumas exceções que permitem o uso de pequenos trechos de obras. São popularmente chamadas de uso aceitável. Muitas pessoas acreditam que esse uso pode ser feito se for de apenas 15 segundos. Porém, a Lei não diz isso. Mesmo usando trechos menores que 15 segundos, você corre riscos. Meu vídeo pode ser derrubado? Sim, se o seu vídeo violar direitos autorais de terceiros, ele pode ser removido. Por meio do sistema Content ID, criadores tomam conhecimento do uso de suas obras em vídeos de terceiros, e podem fazer uma reivindicação de material. A partir de então, o Youtube te notificará. Em alguns casos, seu vídeo pode ser qualificado para divisão da receita, ou seja: você poderá compartilhar o direito da receita dos anúncios do seu vídeo com o titular dos direitos autorais da obra que você usou. Em outros casos, o titular pode permitir o uso da obra, desde que a receita vá para ele. Porém, se o titular não permitir o uso, o  vídeo poderá ser bloqueado. Esse bloqueio pode se dar no mundo todo, ou somente em alguns países. Como usar músicas nos vídeos do Youtube sem violar direitos autorais? Existem músicas que não estão protegidas por direitos autorais, podendo ser usadas livremente, como: Músicas da Biblioteca de Áudio do Youtube; Músicas que já caíram em domínio público; Músicas com uso gratuito permitido pelos titulares (encontradas em vídeos no Youtube, e outros sites e canais). Quanto ao último ponto da lista acima, é importante saber que, mesmo que o titular expresse que sua música pode ser utilizada, nada impede que ele faça uma reivindicação de direitos autorais no futuro! Outras alternativas para usar música sem ter problemas com direitos autorais de terceiros são: Licenciando músicas por meio de [...]

ECAD ou Biblioteca Nacional: onde registrar direitos autorais?

Compositores e músicos têm muitas dúvidas sobre como proteger suas criações. Afinal, existem muitos aspectos envolvidos. Uma das dúvidas mais frequentes é onde registrar os direitos autorais das músicas. Na verdade, a proteção de uma música autoral envolve muitas questões, e por isso é comum haver uma confusão entre as competências do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) e a Biblioteca Nacional (BN). Neste artigo, vamos esclarecer suas dúvidas sobre isso! Créditos da imagem: Quốc Bảo, via Pexels. Uso autorizado. Afinal, o que são direitos autorais? Direitos autorais é uma expressão bastante ampla que abrange diversos direitos que a lei dá aos criadores de obras intelectuais (ou seja: obras literárias, artísticas, científicas). Eles abrangem: direitos morais; e direitos patrimoniais. Os direitos morais são os direitos de um indivíduo ser reconhecido como o autor; ter seu nome mencionado junto à sua obra; poder decidir se sua obra será alterada, colocada ou retirada do mercado; entre outros. Os direitos patrimoniais são os direitos de um autor ganhar dinheiro com a exploração das suas criações. Esses direitos podem ser cedidos a outras pessoas ou empresas, com concordância do autor. No que diz respeito a músicas autorais, há mais aspectos envolvidos além da autoria. Existe também o recebimento de direitos autorais pela execução pública, direitos conexos, entre outros fatores. É aí que entra a confusão entre ECAD e Biblioteca Nacional. Direitos autorais versus direitos sobre o fonograma É comum que compositores, letristas, arranjadores, músicos e cantores confundam as competências do ECAD e da Biblioteca Nacional. Realmente, este é um terreno que requer um conhecimento especializado! Mas, a princípio, é importante pelo menos saber diferenciar a obra autoral do fonograma. A obra autoral é o trabalho criativo formado pela letra e melodia (juntas, ou separadas). Já o fonograma é a gravação da música. O registro da obra autoral constitui prova da autoria, ou seja: ele serve para demonstrar quem escreveu, compôs a música. Já o cadastro do fonograma serve para informar ao ECAD sobre os participantes daquela gravação, para que esses participantes recebam os devidos valores de direitos autorais (aos compositores) e conexos (aos músicos, intérpretes e produtores fonográficos) pela execução pública da gravação. O registro de um fonograma no ECAD precisa ser feito por meio de uma associação especializada que represente o compositor. Onde registrar seus direitos autorais Para a proteção da autoria da sua música, o registro é feito na Biblioteca Nacional ou na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É recomendável contar com profissionais da área para realizar este processo, começando por uma análise de suas composições. Esse é um processo que se recomenda iniciar antes de lançar a gravação, para prevenir os riscos e problemas que podem surgir quando a música começa a ficar conhecida. A Direção Marcas e Patentes conta com uma equipe especializada e experiente na área de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual em geral. Para conversar com um deles, você pode solicitar uma ligação gratuita clicando no ícone em vermelho [...]

Obras de domínio público: quando ficam disponíveis?

Em todo o mundo, as obras intelectuais são passíveis de proteção legal. O objetivo é que a autoria da obra possa ser comprovada mais facilmente. Porém, após um determinado período, essas obras ficam disponíveis para domínio público. Mas o que isso significa? Antes de explicar, vamos entender o que são os direitos autorais. O que são direitos autorais? No Brasil, a lei que regula os direitos autorais é a Lei 9.610/98. Embora não seja obrigatório, ele é muito importante para o autor. O registro de direitos autorais, tais como pinturas, esculturas, poemas, músicas e livros, tem como propósito garantir ao autor o reconhecimento da autoria sobre sua criação e impedir que terceiros utilizem a obra sem os devidos créditos. Nesse sentido, vale dizer que, embora resguarde o autor contra plágios, na prática, o registro protege as obras e não os autores em si. Uma das principais vantagens é que o certificado de registro de direito autoral é vitalício, isto é, após expedido, é válido durante toda a vida do autor e, inclusive, após a morte. Quando se torna obra de domínio público? Seus herdeiros passam a ter posse desse direito por mais 70 anos, sem qualquer necessidade de pedido de prorrogação do registro. Passado esse período, torna-se obra de domínio público, podendo ser usada livremente. Porém, essa proteção de 70 anos diz respeito aos direitos patrimoniais, que dizem respeito a autorizar ou licenciar a obra, vender e usar a exclusividade. Já os direitos morais, relacionados à reivindicação da autoria da obra, vinculando o nome do autor, vale por tem indeterminado. O que significa domínio público? Durante todo o período que a obra fica sob proteção, ela irá garantir que o autor receba a remuneração financeira provinda dela. Esse lucro é estendido a sua família, após o determinado período. Após isso, a obra se torna domínio público, o que significa que poderá ser reproduzida sem a necessidade de remuneração. Porém, isso não significa que a obra possa ser modificada ou reproduzida sem que sua autoria seja citada. Ou seja, seria ilegal uma editora publicar uma dramaturgia de William Shakespeare e modificar o final, por exemplo.

Direitos autorais na música: saiba como funciona o pagamento

As músicas fazem parte do nosso dia a dia. São elas que animam e embalam diversos momentos em nossas vidas. Porém, as músicas também são negócios. Para quem as cria, a lei garante que seu autor receba seus lucros pela reprodução das mesmas. Afinal, nada mais justo pela sua criação intelectual, certo? Nesse artigo vamos explicar como funcionam os direitos autorais na música. O que é Direito Autoral? O direito autoral diz respeito à posse que o autor possui sobre sua propriedade intelectual, como a música, por exemplo. A Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, é quem regula esses direitos. De acordo com ela, qualquer exibição pública, que tenha o objetivo de arrecadar lucros, deve realizar o pagamento dos direitos autorais. Essa exibição pública diz respeito à TV, rádio, internet, bares, eventos, festas, entre outros meios que tenham como finalidade receber por isso. Porém, a reprodução de músicas em ambiente doméstico, que não tem finalidade de obter lucro, não é necessário o pagamento de direito autoral. Mas como fazer esse pagamento? ECAD O ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição é o órgão responsável pela arrecadação dos direitos autorais na música, além de realizar o repasse para seus autores. Por meio desse órgão, os artistas têm a garantia do recebimento pelos direitos autorais do seu trabalho criativo. Para fazer o pagamento, o interessado deve entrar em contato com o ECAD para verificar quais os critérios para a reprodução das músicas pelas quais ele tem interesse. O órgão fará o cálculo do valor a ser pago e a emissão do boleto. Após o pagamento, o usuário das músicas poderá utilizá-las sem medo. No entanto, sem o devido pagamento, a reprodução musical torna-se ilegal, passível de sanções previstas na lei. E se eu não pagar os direitos autorais da música? Das sanções previstas em lei, a principal delas é o pagamento de multa sobre o valor padrão do pagamento dos direitos. Além disso, quanto mais tempo levar para o pagamento dos direitos autorais, maior será o valor da multa. Por isso, o melhor é utilizar de forma correta, fazendo a devida solicitação ao ECAD.

Posso utilizar imagens da internet? Descubra quando pode e quando não pode!

Basta navegar um pouco nos buscadores virtuais, como Google e Bing, que é possível ver a infinidade de imagens que existem na internet. São imagens de todos os tipos, lugares e autorias. Porém, a pergunta que se faz é: posso utilizar imagens da internet? Antes de usar e ter algum problema, entenda em que situação pode e em qual não pode utilizar as imagens da internet. Entenda no decorrer desse artigo. O que acontece ao utilizar imagens da internet? Antes de tudo, vamos entender sobre como funcionam os direitos autorais. A Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 é a que regula esses direitos, protegendo os criadores de obras intelectuais em todo o país. As imagens podem ser utilizadas sem fins lucrativos ou com fins lucrativos, o que se torna mais grave ainda. O uso sem autorização pode gerar processos judiciais, pedidos de indenizações, sanções civis e até mesmo criminais, apesar de raro. O que diz a Lei A frase "está na internet então é de todo mundo" não é válida nesse caso. Os artigos 102 e 103 da Lei dizem o seguinte: Art. 102. O titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utilizada, poderá requerer a apreensão dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da indenização cabível. Art. 103. Quem editar obra literária, artística ou científica, sem autorização do titular, perderá para este os exemplares que se apreenderem e pagar-lhe-á o preço dos que tiver vendido. Parágrafo único. Não se conhecendo o número de exemplares que constituem a edição fraudulenta, pagará o transgressor o valor de três mil exemplares, além dos apreendidos. Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. §1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do  produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. §2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito  de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga  original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente. §3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, [...]

Como patentear uma ideia? Tire todas as suas dúvidas

De repente, aquela ideia brilhante sai do papel. Mas, e aí, preciso patentear? Com a velocidade que as informações são repassadas, atualmente, fica muito fácil de uma ideia ser copiada. Acontece que, aqui no Brasil, não é possível patentear uma ideia. Partindo do princípio que uma ideia é apenas um pensamento, a propriedade intelectual não a protege, visto que a considera de livre circulação. Apesar de não ser permitido patentear uma ideia, existem várias outras formas de proteger um invento, marca ou obra intelectual. Continue lendo este artigo e entenda melhor. O que eu posso patentear? Resumidamente, você pode: 1 - Patentear uma criação; 2 - Registrar uma marca; 3 - Registrar uma obra intelectual. Vamos entender como funciona para cada um. Solicitar o registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para o desenvolvimento de uma nova tecnologia, processos industriais ou a criação de um novo produto – seja uma invenção ou melhoria, é a única forma para proteger os direitos de propriedade industrial do inventor, assim como seus interesses econômicos, tecnológicos e comerciais, por isso é tão importante. Vantagens do registro de patente Com o registro de patente, expedido pelo INPI, assegura-se ao titular o direito de uso exclusivo sobre a matéria reivindicada, pelo período de 15 ou 20 anos, em todo o território nacional e/ou nos países solicitados. Dessa forma, o titular do registro da patente poderá impedir a cópia – total ou parcial, a reprodução indevida por terceiros desautorizados, possíveis plágios e pirataria, bem como combater a concorrência desleal. O registro de patente também possibilita a abertura de novos mercados por meio de parcerias comerciais, mas sobretudo, resguardando também, o próprio consumidor, com a certeza de adquirir um produto original, de boa origem e procedência. Tipos de patentes Ao preparar um pedido de patente, é muito importante prestar atenção em qual tipo de proteção será solicitado. No Brasil, existem dois tipos: Patente de Invenção – PI É concedida para uma invenção totalmente nova e que solucione um problema existente, além de atender aos requisitos de aplicação industrial e atividade inventiva. A validade é de 20 anos. Patente de Modelo de Utilidade – MU Trata-se de um aperfeiçoamento industrial novo, ou seja, uma melhoria funcional na fabricação ou uso de um objeto existente. A validade é de 15 anos. Como registrar uma marca? O registro de marca também deve ser solicitado ao INPI e, após a expedição de título da marca, ela terá a validade de 10 anos, que podem ser prorrogados por períodos iguais, sucessivamente. São diversas as vantagens ao registrar uma marca, sendo esse registro a única forma de proteção jurídica existente. Para entender melhor qual o passo a passo para realizar esse processo, leia este post aqui. Assim como as patentes, também existem diversos tipos de marcas, são elas: 1 - Marca nominativa; 2 - Marca mista; 3 - Marca figurativa 4 - Marca tridimensional. Para entender melhor sobre cada uma delas, leia aqui. Registro de obra intelectual Ainda dentro [...]

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